Facebook (não) é a internet

Lembro que lá por 2012 eu fiquei muito surpreso ao ver que algumas agências de publicidade retiraram seus sites do ar e passaram a publicar seu “conteúdo” diretamente em suas páginas no Facebook.

Hoje, revendo essas agências, vi que voltaram a usar seus sites novamente.

Que grande erro cometeram, e certamente se achando visionários naquela época. Posso imaginar a justificativa:

“Site? Site é coisa pré-histórica. O Facebook É a internet”

Então de dois anos pra cá, o facebook vem reduzindo drasticamente a exibição de conteúdo em fã-pages para cerca de 0,1%, porque quer que as empresas PAGUEM para ter seus posts exibidos ao maior número possível de pessoas, e os pobres publicavam seus trabalhos publicitários e ninguém via mais.

Entendem muito de design, mas não entendem de internet.

Não duvido que sejam as mesmas agências que anunciam endereços de sites em outdoors.

Como otimizar um site

Se você já tem prática em SEO, evidentemente essas dicas de como otimizar um site não lhe serão novidade. Contudo, para leigos e iniciantes, o gráfico abaixo será muito instrutivo.

Como se pode observar no gráfico abaixo, ele compara uma página online a uma página real de papel. E uma página da internet é de fato uma representação digital de documentos que poderiam ser reais e como tais, possuem – ou devem possuir – uma estrutura para classificar e dividir as informações que trazem, para facilitar a leitura das pessoas. No caso da otimização de sites, estamos “facilitando” essa leitura para os robots dos buscadores.

Como otimizar sites

Como otimizar sites

Pare “entender” uma página, o Google – o mais popular dos sistemas de busca, ficando subentendido que é com ele que estamos lidando – precisa saber “o que é o quê” num documento digital. Ele sabe que títulos e sub-titulos, marcados com as tags h1,h2,h3 dizem muito sobre o documento. Dessa forma as principais palavras-chave, aquelas que indicam do que se trata o documento, devem estar muito presentes nesses itens. E antes de mais nada, esses itens, as tags que indicam títulos DEVEM estar presentes no documento.

A repetição das palavras-chave pelo corpo do texto também são muito importante. Quanto mais uma certa palavra se repete numa página de um site, mais representativa da página se torna a palavra, como se pode observar no bloco verde do gráfico. Dessa forma, a constante tensão entre a necessidade da repetição das palavras-chave no texto, e da necessidade de se apresentar um texto coerente e lógico ao visitante vai fazendo do SEO  uma verdadeira arte.

Além da parte textual da página, temos as imagens trazendo em seu nome de arquivo e no atributo alt da tag img que a expõe na página a presença das mesmas palavras-chave.

Afora a parte visual da página, temos também três itens muito importantes, expostos na imagem acima “fora da página” e que são a tag title, que aparece na barra azul sobre os navegadores, a meta-tag description que fica no cabeçalho interno da página e ninguém vê a não ser que acesse o código-fonte da página e por fim, a URL, ou seja, o endereço que se digita na barra de endereço dos navegadores e que normalmente começa com www. É importantíssimo que as palavras-chave estejam presentes em algum ponto da URL, sendo o exemplo acima uma forma razoavelmente eficiente de se conseguir tal presença.

Estrutura ideal de uma página bem otimizada

Como estamos falando de códigos, fica mais fácil demonstrá-los visualmente. Neste caso uma estrutura real baseada no exemplo acima ficaria assim:

Exemplo de código bem otimizado

Exemplo de código bem otimizado

Como funciona um site?

Entenda a estrutura básica de um site

Trabalho com internet há 8 anos e a utilizo desde 1999. Uma grande falha minha nesse tempo todo foi nunca ter criado um blog qualquer para expôr as inúmeras situações as quais consegui resolver por conta, que foram aparecendo ao longo desse tempo todo, e foram realmente muitas. Algumas ao ponto de ficar 2, 3 dias inteiramente dedicado a resolvê-las, já que com excessão do único ano – 2003 – em que trabalhei em escritório, desde sempre segui essa saga do web-designer solitário ;)

Pretendo compartilhar algumas dessas coisas aqui neste blog. Uma delas não é nenhuma solução para algum problema escabroso, e sim um gráfico que tenho há alguns anos guardado aqui, feito no Corel, e que não servirá para você web-designer veterano. Ao contrário, será de grande utilidade ao web-designer iniciante, para fins de entender a estrutura conceitual sobre a qual um site – seja o tipo que for – funciona.

Estrutura básica e conceitual de um site da internet

Estrutura básica e conceitual de um site da internet

O Banco de Dados

Internet significa, dentre várias definições, tráfego de informações. Essas informações tem que ficar guardadas em algum lugar, certo? Pois então, na internet e também em sistemas locais, a informação fica guardada em BANCO DE DADOS, ou Base de Dados, como também é chamada, do inglês Database. Então sempre que encontrar as iniciais BD, ou DB, estará encontrando uma referência ao armazenamento de informações de seu site ou sistema. Este segmento da internet está representado no gráfico acima através do retângulo cinza-escuro. Há vários sistemas de banco de dados, e o mais popular é o MySQL, por ser gratuíto e de fácil aprendizagem. O MSSQL é um “mysql” criado pela Microsoft para operar o seu SQLServer, sistema pago, como todos os produtos da empresa. A Oracle é uma empresa de programação que oferece, assim como a Microsoft, uma linguagem própria para lidar com seu banco de dados, a PL/SQL. O PostGRE é um sistema de banco de dados de código aberto semelhante ao MySQL, porém mais avançado, segundo alguns desenvolvedores.

Modelo visual de uma tabela de banco de dados

Modelo visual de uma tabela de banco de dados

O banco de dados armazena registros, seja do que for. Por exemplo: inventário de produtos de uma loja, lista de clientes, noticias, etc. Esses registros vão sendo gravados em linhas de uma tabela na medida em que vão sendo acrescentadas ao sistema. As informações vão sendo divididas por colunas, como se observa na imagem ao lado. Essas linhas podem também ser editadas e excluídas. Num curso básico qualquer de MySQL você vai entender perfeitamente como esses conceitos funcionam na prática.

As Linguagens de Programação

Nenhum navegador de internet como o Internet Explorer ou Firefox tem acesso direto a um banco de dados. Normalmente o navegador envia uma requisição ao SERVIDOR, este “pega” alguma informação do BD se necessário, e a envia ao navegador do visitante, que vai mostrar então a lista de produtos, de clientes ou noticias. Para o Servidor operar, precisa de uma linguagem de programação com a qual ele vai seguir as instruções. A linguagem PHP é de longe a mais popular da internet, por ser de código aberto, ou seja, gratuíta, e de fácil aprendizagem. O PHP é oferecido em servidores com sistema operacional Linux, também gratuíto, e com servidor UNIX/Apache.

Já a linguagem ASP é da Microsoft e foi criada para ser oferecida junto aos pacotes da empresa. Ou seja, se você contratar um servidor com sistema operacional Windows terá que utilizar o SQLServer como servidor, o MSSQL como banco de dados, e o ASP como linguagem de programação. A linguagem JSP é oferecida num servidor de algum sistema Java. Ou seja, se você tem todo um sistema empresarial programado em Java, e este sistema deve possuir uma exposição dos dados na internet, irá usar naturalmente o servidor TomCat (mais popular) e a linguagem de programação JSP. Tempos atrás um servidor TomCat poderia utilizar um banco de dados MySQL, porém após a compra da Sun Microsystens – responsável pelo Java – pela Oracle, aos sistemas Java é oferecido naturalmente o banco de dados Oracle.

Ainda há outras linguagens de programação menos populares porém muito utilizadas em sites e sistemas específicos como a Ruby, Perl.

O seu Navegador

O banco de dados e o servidor dizem respeito ao que os desenvolvedores chamam de server-side, ou seja, o “lado de lá” da internet, normalmente hospedados bem longe da sua casa. O Navegador onde você acessa os sites é o client-side, ou seja, o “lado de cá” da internet, onde você tem acesso a ela. Atualmente os três navegadores mais populares são o Internet Explorer, o Firefox e o Chrome. Veja que nenhum navegador “processa” linguagens de programação como PHP ou ASP. Não! O servidor envia até o seu navegador APENAS informação pura, estruturada em HTML, que não é uma linguagem de programação, e sim, uma linguagem de marcação. O HTML “marca” assim: “Este texto é um título. Este aqui é um parágrafo. Estes campos aqui são do formulário. Estas informações aqui são da barra lateral do site. Estas outras aqui são do menu de navegação.” E assim os “renderiza” na sua tela. HTML é ESTRUTURA da informação. Quando ouvir falar em semântica na internet, entenda que é o significado que uma certa informação tem. O tipo de informação que ela é. O que ela é? Um parágrafo <p>? Uma lista <ul><li>? Um título <h1> ou sub-título <h2>?

Como sistemas de busca como o Google só “entendem a informação” de acordo com a marcação que lhes foi dada, só mostrará em seus resultados o que ele entender melhor. Como todos queremos aparecer em seus resultados para o maior número possível de pessoas, devemos estruturar as informações das nossas páginas o mais corretamente possível, utilizando as tags corretas para cada tipo de texto, imagem ou vídeo. Veja aqui um modelo visual de uma página de internet bem otimizada.

O HTML está atualmente chegando em sua versão 5 depois da tentativa não muito bem sucedida do XHTML tentando substituí-lo. Se quiser aprender corretamente, informe-se sobre as novas funcionalidades do HTML5. O site Tableless é uma ótima opção para isso. Os caras são muito bons.

Por fim, nessa nossa jornada pelos conceitos básicos do funcionamento dos sites da internet, chegamos ao CSS e ao Javascript. Se o HTML provê a estrutura adequada às informações da página, o CSS provê o seu estilo, ou seja, cores de fundo, dos textos, dos elementos gráficos. Indica onde haverão bordas, margens externas e internas aos elementos. Aponta ainda o tamanho das fontes, quais fontes serão utilizadas no site e seus estilos. O CSS é a maquiagem das páginas.

O Javascript é uma linguagem client-site, ou seja, funciona somente no seu navegador e possui forte ligação com o HTML e seus elementos (tags) – o que chamamos de DOM – Document Object Model. O Javascript permite completa manipulação programada de quaisquer elementos da página, ou seja, ele controla o comportamento da página. Frameworks como JQuery, Scriptaculous, MooTools, entre várias e várias outras, lhe facilitam a tarefa de criar eventos e manipulações na página. Porém você deve tomar o cuidado de não exagerar e só prover esses eventos quando realmente forem facilitar a experiência e navegação do usuário, para não cair no grande erro que foi o Flash.

O Flash

Quando iniciei o desenvolvimento de sites, o Flash era o queridinho das agências de internet como o grande diferencial para se conseguir vendas, pois permitia a criação de grandes peripécias visuais que serviam de atrativo aos desatentos clientes. O problema do flash era que ele permitia demais, dessa forma os desenvolvedores se concentravam mais nos efeitinhos visuais do que no conteúdo propriamente. Mas então apareceu o Google com seu apetite voraz por conteúdo e fez com que aqueles sites que o deixassem mais acessível ganhassem os primeiros resultados das buscas. Dessa forma logo o Flash foi perdendo espaço.

Ainda hoje é possível encontrar um ou outro site desenvolvido em Flash, mas normalmente são pesados demais, com aquele pré-loader irritante e inacabável, e normalmente são de difícil navegação – daquele tipo que você tem que adivinhar como navegar. Particularmente não tenho paciência pra nenhum desses dois grandes problemas dos sites em Flash e fecho a página logo que detecto um. O Flash continua muito popular ainda na criação de peças publicitárias online. Porém com o advento das bibliotecas (frameworks) Javascript como as citadas anteriormente, isso pode vir a mudar.

Conclusão

O que foi passado aqui foi um traço geral sobre os principais segmentos que um desenvolvedor ou web-designer precisa saber. Você pode escolher, como em tudo na vida, saber tudo de um pouco, ou um pouco de tudo. O meu caso é  segundo. Sei de tudo isso um pouco – e muitos outros segmentos do ramo online – e sempre consegui resolver praticamente todos os problemas e dificuldades que me surgiram ao tentar pôr uma funcionalidade qualquer em algum site.

Contudo, o fundamental para um web-designer se manter na profissão é a postura curiosa e persistente. Você não deve se concentrar em memorizar todo e qualquer método de desenvolvimento. Não! Se concentre em “saber que dá pra fazer”. Dessa forma, quando precisar fazer qualquer coisa, saberá que é possível e vai pesquisar e “fuçar” os programas e funcionalidades ATÉ CONSEGUIR! Esse é o caminho. E boa sorte!!!

O que é um site funcional?

O texto abaixo aparenta ser um texto específico, porém na verdade ele serve para qualquer um que tem ou venha a ter um site futuramente, sejam blogueiros, sejam profissionais liberais, sejam empresários. Aproveita que a consultoria é digratis:)

Como você deve saber, sou web-designer. O tempo passou e estou indo para os 10 anos de experiência no ramo. E nesse tempo eu não fiquei restrito ao como fazer e aos códigos. Na medida em que dividi meu tempo com a edição de blogs, aprendi muito sobre o que as pessoas esperam em um site. Percebi que um site não é um mero artefato digital que serve pra bonito, e sim um canal que conecta pessoas, informações e outras pessoas.

No início da minha atuação como web-designer, a tecnologia Flash, até então da Macromedia, hoje da Adobe, estava abocanhando o mercado de criação e desenvolvimento de sites. Um site em Flash era vendido (e ainda é hoje em dia, aos clientes desavisados) como um grande diferencial.

Bobagem…

Alguns desses clientes não tem mais sites em Flash porém solicitaram aos designers sites com a cara de um site em Flash :( Vejo muito isso porque tenho um blog de design e inteirores chamado Desideratto.com e devido ao segmento, me vejo muitas vezes procurando imagens em sites de designers e arquitetos.

São os piores tipos de site. Muito raramente se encontra o que se procura. Veja que sou prático nessas lidas digitais e tenho facilidade em navegar nos piores sites. Imagina o cliente leigo (muitas vezes cheio da grana)… Não vai encontrar o que quer e o designer/arquiteto vai perder um grande cliente por ser tolinho e querer parecer chique e sofisticado através de seu site, esperando que os visitantes compreendam a linguagem visual adotada, sem perceberem que a maioria das pessoas (incluindo as que tem muito dinheiro pra gastar) nem sonham com o que é linguagem visual. Profissionais do segmento artístico devem entender que um site está mais para um balcão de informações do que para uma obra de arte que deve ser apreciada.

MontBlanc - Um exemplo de site não funcional

MontBlanc – Um exemplo de site não funcional

O exemplo acima é o site da MontBlanc. Observe que o menu, que é o caminho para encontrar os produtos da empresa, está apagado na esquerda. Mais importante é mostrar como eles valorizam a elegância fazendo um tributo à Princesa de Mônaco. Sei que eles tem uma equipe que decide tudo isso, mas outras empresas grandes e “chiques” costumam facilitar mais o acesso ao seu conteúdo interno.

Veja que o problema não é o Flash, o problema é inventar moda, querer ser diferente e “chique” quando convém se adequar às  expectativas leigas dos visitantes.

As pessoas não vão conseguir navegar em sites glamorosos e exóticos. Não esperem que as pessoas queiram ADIVINHAR como os sites funcionam, elas não vão querer, elas tem preguiça de pensar, elas vão simplesmente fechar o navegador.

Entenda

O visitante de um site relacionado ao design, a móveis, a arquitetura e afins quer mais ou menos o seguinte:

  • Ver o que você oferece de bom, em imagens GRANDES e FÁCEIS de serem encontradas e que possam ser salvas no computador delas, afinal são possessivas e gostam de guardar o que lhes agrada (isto sugere a importância de se aplicar marcas d´água com o endereço de seu site na imagem, pois depois o indivíduo pode nem lembrar de onde tirou aquela imagem);
  • Encontrar as informações relacionadas ao produto/serviço que o interessou;
  • Saber o preço do produto/serviço;
  • Comprar o produto/serviço;
  • Fechar o seu site e ir logo pro Facebook; :)

O que o visitante NÃO QUER VER EM SEU SITE:

  • Imagens fotográficas que não dizem nada trocando automaticamente no topo;
  • Uma foto sua mostrando como você é lindo/a e chique;
  • Brincar de labirinto, tentando adivinhar como seu site funciona;
  • Brincar de esconde-esconde, levando minutos (o que é uma eternidade em termos de internet) para encontrar o que ele quer COMPRAR;
  • Esperar seu mega-glam-chic-site carregar, a não ser que seja sua mãe na primeira e última vez que vai acessar seu site;
  • Perder o tempo em que poderia estar no Facebook; :)

Conclusão

Apelei ao bom humor para você entender as bases de um site funcional. O visitante normalmente não o/a conhece e não tem porque ficar perdendo tempo com firulas que só você acha bonitinhas. O visitante quer é informação, o mais rápido possível. Deixe as informações que você oferece em seu site bem disponíveis, grandes e fáceis de achar. Ou você o fisga, ou provavelmente ele nunca mais voltará a visitar o seu site.

Exemplo de site funcional

Exemplo de site funcional

Como avaliar um site?

Muito além de uma página bonitinha

Muito além de uma página bonitinha

Um web-site, ou simplesmente site, é a presença da sua empresa 24 horas por dia na internet, disponibilizando todas as informações e meios de contato para quem estiver precisando de seus produtos ou serviços. Portanto deve estar evidentemente bem apresentável. Mas a maioria das pessoas avalia um site SÓ pelo seu visual, ou por uma animaçãozinha bonitinha, porém esse modo de se avaliar um site desvia o foco dos critérios mais relevantes para se avaliar se um site é bom ou não.

Hoje há diversas tecnologias que possibilitam o desenvolvimento de um web-site. Mas resumindo, as duas mais difundidas são o HTML e o FLASH. Ambos, se bem trabalhados, podem apresentar resultados visuais muito bons. No entanto, até mesmo profissionais da área se confundem quanto à correta aplicação dessas tecnologias.

O FLASH, que permite o desenvolvimento de sites de alto impacto visual, foi muito usado entre o ano 2000 até recentemente. Porém como ele não oferece total disponibilidade do conteúdo do web-site para ser indexado pelos mecanismos de busca, foi aos poucos sendo deixado de lado. Hoje, ou é utilizado por desenvolvedores que empurram sites em flash aos seus clientes como um diferencial ou é utilizado onde sua maior qualidade pode ser realmente bem aproveitada: Em trabalhos de alto-impacto visual, utilizando recursos de multimídia em ótimas animações, valorizando a qualidade fotográfica de seus produtos. A tecnologia FLASH aplica-se perfeitamente ao lançamento de novos produtos através de peças publicitárias feitas com a intenção de promovê-los, e aplica-se perfeitamente aos banners publicitários que povoam a internet. Se você acessar um site que tenha propagandas animadas, certamente foram desenvolvidas em FLASH

Um bom trabalho dá trabalho

Um bom trabalho dá trabalho

Já o HTML é o fundamento da internet. Ela começou com o HTML, se desvirtuou por algum tempo com o FLASH, mas hoje a internet está totalmente baseada em sites em HTML. A maioria dos sites que você visita são desenvolvidos com esta tecnologia. Ela permite a criação de sites estáticos, visualmente compreensíveis, fáceis de navegar e altamente “indexáveis” pelos mecanismos de busca, porque estes baseiam seu funcionamento na palavra escrita. E é justamente através da palavra escrita que o mecanismo de busca encontra o seu serviço e o mostra a quem o está procurando neste momento, em qualquer parte do Brasil e do mundo. No FLASH a sua informação fica “escondida” e os buscadores como o Google não conseguem encontrá-la. Já o HTML deixa suas informações expostas para todos os buscadores encontrarem-nas e mostrá-las a quem estiver procurando por elas.

Fazer um site lindo sem pensar em fazer ele aparecer (bem posicionado) no google é como montar uma loja chique no meio do mato. Os sites também devem ser compatíveis com os sistemas de busca, de modo que todas as suas informações cheguem a quem estiver procurando por elas através de algum site de busca, como o google. Atualmente a orientação é desenvolver e estruturar os sites com base nos padrões semânticos da web, recomendada pela W3C, autoridade mundial em se tratando de padrões de internet. Ou seja, devem ser desenvolvidos de forma a serem compatíveis com os browsers (navegadores) mais populares, podendo assim ser visualizados pelo maior número possível de pessoas.

Portanto, se você quer mostrar seu produto – novo ou em plena fase de vendas – na web através de animações e explicações sobre como funciona, ambientado, etc, mais ou menos como num comercial de TV, você pode encomendar um Hot-Site em FLASH. Agora, se o que você quer é dispor do marketing online, barato e eficiente, sendo encontrado facilmente através do google ou outros mecanismos de busca pelo seu CLIENTE POTENCIAL, o melhor é fazer um site em HTML. O ideal é ter o site institucional da sua empresa em HTML e utilizar o FLASH apenas em casos esporádicos onde uma boa apresentação pode ser o diferencial para se efetuar as vendas, ou mesmo para a criação de um banner do seu produto que será veiculado em algum portal de grande visitação.

Como ser um bom designer?

Ou design for dummies

Pois é, eu sou designer. Um web-designer, mais especificamente. Embora já tenha trabalhado esporadicamente na criação de marcas e logotipos, bem como materiais de divulgação como folders, lâminas e outros impressos, minha experiência maior está na área da criação e desenvolvimento de sites.

Quem trabalha com qualquer tipo de comunicação visual, acaba naturalmente desenvolvendo olhos beeeem críticos a respeito do trabalho alheio. E o trabalho alheio envolvendo comunicação visual é lastimável.

Primeiramente, pelas questões levantadas nestes quatro textos sobre a realidade prática do design. Veja: 1, 2, 3 , 4

Segundamente, porque o trabalho alheio, quase sempre amador, mesmo quando desenvolvido por “profissionais”, é de fato lastimável.

Devo dizer que não considero meus trabalhos superiores. Porém não tenho qualquer restrição aos mesmos, porque sei que sempre, sempre, SEMPRE dei atenção à característica mais básica da comunicação visual:

A LEGIBILIDADE

Se você é amador, nunca estudou design (e nem pretende estudar), mas gosta de fazer uns trabalhinhos amadores aqui e ali, nunca, jamais, em hipótese alguma, esqueça de deixar o seu trabalho LEGÍVEL.

Se você é empresário(a) e está contratando serviços gráficos de design ou publicidade de alguma empresa, ou, que seja, do seu sobrinho que mexe com computador (abra essa mão e contrate um serviço profissional, please) nunca, jamais, em hipótese alguma, esqueça de escolher o resultado mais LEGÍVEL.

O trabalho não é pra você, o trabalho é para os outros entenderem. E como os outros quase sempre estão mais preocupados com os próprios umbigos do que com qualquer outra coisa, é possível que não tenham tempo nem atenção suficiente para perceberem o quanto sua obra-de-arte ficou bonitinha. Por isso repito de novo novamente pra você aprender:

Entre um resultado bonito, e um resultado legível, fique com o resultado legível.

Por quê?

Se você não entendeu ainda o porquê, explico: Mensagens visuais não são enfeites visuais. Uma logomarca, um banner, um cartão de visita não são pra bonito; não são pra enfeitar sua empresa.

SÃO PRA COMUNICAR O QUE SUA EMPRESA ESTÁ FAZENDO NESSE MUNDO!

E para haver uma comunicação eficiente, é bom que a mensagem seja compreendida pelo receptor, que será seu cliente.

Não é difícil.

É só querer :)

O que não fazer

Trago abaixo três exemplos não-sugeridos e um único sugerido, para você compreender bem o que quero dizer.

O que não fazer numa logomarca

O que não fazer numa logomarca

Primeiramente devo dizer que não estou julgando as logomarcas acima como feias ou bonitas, e sim, mais uma vez, se são compreensíveis e portanto, funcionais, ou não.

As duas primeiras são relativamente legíveis, e até apresentam um resultado estético agradável, porém não são compreensíveis. No caso da primeira, acredito que pouquíssimas pessoas sabem que a palavra inglesa Ink quer dizer tinta e que a expressão InkMe quer dizer algo como “Pinte-me”. A ideia é boa, original, autêntica, mas praticamente ninguém vai compreender.  Vale comentar que poucas pessoas sabem sequer um mínimo de inglês de modo que o complemento Tatoo Wear abaixo não será compreendido por ninguém de fora do segmento da moda ou das tatuagens.

A segunda logomarca também é relativamente legível, porém comete o mesmo erro da primeira. Poucas pessoas saberiam dizer o que significa Authentic Clothes. E mesmo que saibam, faltou especificar melhor com qual segmento de vestuário a empresa trabalha.

Utilizar expressões em inglês é um mal do “branding” brasileiro. A alma colonizada do brasileiro mostra-se nesses pequenos detalhes aos quais todos estão acostumados e acham o máximo. Não é! Só é justificável o uso de inglês nos itens de comunicação visual dos produtos quando serão definitivamente exportados. Do contrário, seu público-alvo será o brasileiro mesmo e será melhor e mais lucrativo para você se ele entender o que está comprando. Perceba que grandes empresas brasileiras tem nomes e slogans em português. Não é brega, é inteligente. Brega é ser besta ;)

A terceira logomarca acima realmente é lastimável. Um fundo poluído, prejudicando o contraste do texto em primeiro plano o qual por sua vez necessitou de uma borda branca e um sombra escura para se destacar, o que poluiu ainda mais o trabalho. Uma fonte tipográfica muito popular (staccato ou alguma variação) irregular e dúbia, na qual você não sabe se a primeira letra é um P ou um D. E o pior, o segundo termo de cabeça pra baixo. Definitivamente, essa é a prova de que inventar moda nem sempre é (quase nunca é) um bom negócio quando se está criando uma mensagem visual.

O que fazer

Um bom exemplo

Um bom exemplo

O exemplo acima, que é a logomarca do programa governamental Luz para todos fala por si mesma, não? Ninguém dentro da normalidade cognitiva apresentará qualquer dificuldade de compreensão da mensagem expressada pela peça acima. Pode não ser a mais linda das logomarcas, mas funciona.

Para que o designer experiente não me atire aos leões por estar divulgando heresias aos ouvidos dos gentios, devo dizer ao iniciante ou ao amador que para ser um bom designer, é EVIDENTE que você terá que estudar e aprender muito. Porém esse muito nem sempre pode ser tão efetivo quanto umas poucas e objetivas dicas. Quis com esse texto apenas compartilhar uma delas, a qual pode lançar o seu trabalho na frente de muitos, seja você um designer, seja um empresário contratando os serviços de um designer.